sábado, 6 de dezembro de 2014

O desespero


           Em 1400 em uma das embarcações da índia, Robert um homem sério que vivia pelos cantos do navio a observar o paradeiro dos escravos que até então estavam sendo levados para trabalhar na Espanha, estava desconfiado sem saber bem ao certo o que seria. Naquela noite o vento frio passava entre os corpos úmidos. O som das águas do mar deixava um barulho forte junto aquela ventania.
           Robert convivera meses com escravos e homens do navio, nunca se soube ao certo qual séria sua história antes de chegar até então. O vento chegava cada vez mais frio, um vulto, algo assustador passou correndo entre a ultima lamparina no corredor, não havia ninguém acordado àquela hora da noite, apenas ele e talvez esse ser até então desconhecido pelo mesmo. Puxou a primeira lamparina que viu pela frente, e a levou até o local.
           Passos o fez assustar e derrubar a lamparina no chão a apagando por completo, um velho senhor havia ali sentado em uma das cadeiras de madeira. Robert chegou cada vez mais perto até que então se deparou com uma coisa jamais vista antes. O pobre velho estava em completa decomposição, os olhos estavam se mexendo olhando curiosamente para os lados, o corpo imóvel.
           Robert lembrou que há alguns anos atrás, passou por uma história parecida. Lembrava vagarosamente de sangue, corvos e facas. Como se fosse uma enorme “luta sangrenta”, mas nunca entendeu o porque dos corvos e desde que morreram o navio nunca fora o mesmo. Havia barulhos estranhos, que sempre o acalmava dizendo ser apenas o vento e a água do mar. Se retirou dos pensamentos assim que ouviu outro barulho, um grito e rastros com os pés. Aquele barulho foi aumentando cada vez mais, deu um passo para trás pegando a lamparina que havia ali na parede. Avistou de longe um escravo, andando com uma lamparina estranhou o fato afinal os escravos ficavam na parte debaixo do navio. O seguiu, assim que foi se aproximando e a luz refletindo cada vez mais pode perceber uma linha sobre os olhos do homem, como forma de ajuda tentou tira-la, mas parecia não ter fim quanto mais linha ele puxava mais o escravo ia perdendo suas forças e seus olhos ainda revirados, sua pele estava fina as mãos cortadas repletas de sangue.
           Logo os passos foram ficando mais altos e parecia o seguir, vozes pareciam o atormentar cada vez mais. Seguiu pelo corredor como forma de fugir, assim que virou observou de longe o mesmo escravo amarrado sobre uma corta do teto do navio, o corpo estava perfurado, ou melhor, sinais de facas e o coração deixado sobre a mesa de madeira ao lado.
           Caminhou novamente tentando fugir das vozes e dos passos que o cercava, assim que foi se distanciando novas vozes e barulhos apareceram. O céu estava escuro parecia ser bem tarde, o vento insistiu em vir cada vez mais frio o deixando desesperado. As gotas de sangue estavam quentes e a cada passo que Robert dava era algo inesperado visto. Corvos estavam por todas as partes e junto com eles a tempestade. Alguns metros de distancia um homem o olhava fixamente a luz da lamparina o vez ver o rosto do homem, estava pálido com os olhos totalmente brancos. Robert assustado com a cena correu para o seu “quarto” assim que abriu a porta pode observar laminas de vários tipos sobre seu colchão, laminas que até então eram desconhecida pelo mesmo, um ruído o fez tampar os ouvidos por um tempo até que os passos e as vozes começaram novamente e a intensidade ia aumentando a cada segundo que se passava. Observou o quarto por um instante antes de sair, observou uma das laminas novamente e a pegou saindo do quarto.
           As vozes foram chegando cada vez mais perto, com a lamina em seu bolso pode perceber algo estranho, seu bolso agora estava repleto de sangue assim que reparou retirou a lamina sem deixar de reparar nas vozes cada vez mais perto. Sem que percebesse a lamina o cortou profundo, mas com o pavor que estava em si tentou não ligar e correr para pedir ajuda.
           Assim que foi chegando perto dos quartos os passos demonstraram estar próximos, o que fez com que o mesmo voltasse para seu quarto e se trancasse, assim que foi chegando em seu quarto observou homens, simplesmente todos iguais. Eram deles todas essas vozes e passos, pareciam pedir ajuda, mas não diminuiu o medo que Robert sentia. Os homens começaram a seguir em sua direção fazendo com que o mesmo entrasse no quarto e trancasse. Observou pela pequena janela de formato redondo, um dos homens estava olhando fixamente para Robert, os olhos estavam vermelhos cor de sangue e o rosto todo marcado com feridas, o homem começou a rir sem tirar os olhos de Robert. O homem que ainda estava sorrindo enfiou a mão no bolso e retirou uma chave, o que fez Robert olhar rapidamente para sua porta.

30 comentários:

  1. Medooo!
    Adorei continua assim.
    é posta mais, estamos de ferias!

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    1. haha' Vou postar sim. Férias essa semana e aí sim. Beijos

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  2. Nossa, adorei! Fiquei com medo, admito, mas adorei! Parece que o Robert sofre de algum transtorno mental então? (desculpa, eu leio muito livro de psicologia e psiquiatria, rs). Obrigada pela visita no meu blog! Beijos

    http://www.gotinhasdeesperanca.com

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    1. hahaha' Robert tem quase isso! haha' Beijão

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  3. Oi, tudo bem?
    Nossa, você escreve muito bem! Você consguiu manter o clima de terror da história o tempo todo! Continue escrevendo, você é muito boa!
    Beijos... Samantha Culceag.
    Só pra Menores

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    1. Oi Samantha, tudo sim.
      Oba! Fico feliz que tenha gostado. Obrigada. Beijos

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  4. Muito bom seu texto, adorei... fiquei com medo hehe.
    Você é super talentosa, parabéns!
    Beijos!
    www.mahmaquiagens.blogspot.com.br

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  5. Amei a história, você é muito talentosa. Essa história vai ter continuação? rsrsr
    Beijos

    blogthayseferreira.blogspot.com.br

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    1. Muito obrigada Thayse. A história não vai haver continuação não (: Não por enquanto! haha' Beijos

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  6. CASA COMIGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. '-'

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  7. Nossa o rapaz morreu? Que dóó! Fiquei angustiada, bem legal o texto, dá pra sentir um medinho ein!! Arrasou, você escreve super bem!

    Um beijo grandããão!
    Cá do Aquela Princesa

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  8. Que texto, que talento <3


    www.escolhasalternativas.com.br

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  9. Mas gente, quanto talento!! Ameeei esse, você escreve bem!!
    PS: Sim, fiquei com medo uhuahsuahsa
    Beijos e fique com Deus!
    Batom de Framboesa

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  10. Ah moça voce tem dom pra escrever viu ? haha
    Gostei muito bom ! O seu texto prende a atenção da gente sabe ? rs
    Gostei muito de como descreve tudo !
    Beijos ♥ O Melhor de Mim

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    1. haha' Obrigada. Fico feliz que ache isso. Beijãao!

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  11. Nossa, deu até saudade de parar e escrever contos e textos, que inspirador *-* Vou ver se faço mais isso nas férias <3


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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    1. Awn! Faaz mesmo e realmente muito bom! hahaa' Beijos

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  12. Oie Lara =)

    Confesso que fique como medo do seu texto rs...
    Parabéns! Post mais textos seus aqui no blog ^^

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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    1. Obrigada Ane! Pode deixar vou postar sim! Beijos

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  13. Gostei do conto, muito bom :)

    http://gotasdecaffe.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/GotasdeCafeblog
    Curte? xxx

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  14. Adorei! Parabéns pelo conto Lara!
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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